terça-feira, 26 de março de 2013

Você é o que você come #2...

Você é o que você come #2...


Como apontado em outra postagem, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo desde 2008. E as consequências disso há muito tempo já deveriam ser divulgadas...


    Há muito se conhece a história do surgimento dos agrotóxicos. Muitos deles foram utilizados como ARMAS em períodos de guerra. Um exemplo foi o Agente Laranja, que é uma mistura de dois herbicidas (2,4-D e o 2,4,5-T), utilizado durante a Guerra do Vietnã na forma de 'desfolhante', e que aliás, foi fabricado pela Monsanto! Que hoje é uma das líderes no segmento agrícola tanto em relação à produção de agrotóxicos como de plantas transgênicas. O uso deste herbicida acarretou catastróficas consequências ambientais e de saúde para a população vietnamita. Recomendo a leitura do post "Você é o que você come #1" e que assistam o documentário "O veneno está na mesa".

      Outro exemplo é o famoso DDT, usado em larga escala como inseticida após a II Guerra Mundial. E que também acarretou uma série de 'desastres' ambientais e de saúde. "Uma das características mais sinistras do DDT e de agentes químicos aparentados é a forma como eles são transmitidos de um organismo ao outro por todos os elos das cadeias alimentares. Por exemplo, as plantações de alfafa são pulverizadas com DDT; mais tarde, essa alfafa é preparada e dada como alimento para as galinhas; as galinhas põem ovos que contém DDT. Ou então o feno, contendo resíduos de 7 a 8 partes por milhão, é dado como alimento para as vacas. O DDT aparecerá no leite na proporção de 3 ppm, mas na manteiga feita com esse leite, a concentração pode chegar a 65 ppm." (Retirado do livro 'Primavera Silenciosa' de Rachel Carson, o qual recomendo a leitura). E toda essa concentração desse produto será armazenado no corpo humano após a ingestão desses alimentos contaminados. O DDT já foi proibido no mundo, mas a sua utilização ainda existe.

      O DDT é apenas um exemplo do que o uso desses agrotóxicos pode acarretar. Muitos outros produtos semelhantes são utilizados e que causam os mesmos problemas. Pulverizações indiscriminadas, sem respeitar os limites para o produto e para a cultura, levam ao acúmulo desses produtos no alimento, no solo, na água e até mesmo no ar. E pela alimentação dos pequenos animais que vivem nesses habitats, esse agrotóxico é introduzido na cadeia alimentar, e consequentemente, vai parar na alimentação dos seres humanos. A reportagem abaixo mostra os efeitos desse uso indiscriminado de agrotóxicos. E essa contaminação não acontece apenas naquelas regiões onde a produção de alimento é relevante, pois esse mesmo alimento, produzido com quantidades elevadas de agrotóxicos, vai parar na mesa do consumidor. Recomendo a leitura da reportagem:


      Outro fator relevante é a desculpa esfarrapada dos transgênicos (OGM's) de que seu cultivo reduziria a contaminação por agrotóxicos. Mas muitos desses organismos são produzidos para ser resistentes a uma aplicação de agrotóxicos maior. Um exemplo é a soja da Monsanto resistente ao herbicida Round up (Glifosato), mas isso será assunto para outra postagem.

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