terça-feira, 28 de maio de 2013

Você é o que você come # 3...

Você é o que você come # 3...


Arroz e feijão é o prato típico brasileiro. Para a safra de 2013 estima-se uma produção de arroz de mais de 11.900.000 e de feijão mais de 3.100.000 toneladas. Mas você sabe o que realmente está comendo? Arroz e feijão ou agrotóxicos?


      Um tempo atrás li uma reportagem que me fez querer escrever mais alguns textos sobre esta temática. Em Minas Gerais, no Município de Unaí, pelo jeito agrotóxico faz parte do prato. No ano passado, o Frei Gilvander teve sua prisão decretada por produzir e divulgar um vídeo no qual denunciava os usos abusivos de agrotóxicos para a produção de feijão da marca Unaí e também que feijão contaminado teria sido enviado para escolas onde seria usado na merenda escolar. Na merenda escolar? Quem adquire alimentos para a merenda escolar é a prefeitura, então a própria prefeitura do município é conivente com isso?


     Inclusive, neste município há maior incidência de câncer, que já foi relacionado ao uso de agrotóxicos. Mas como já escrevi em outra postagem, os produtores, em sua grande maioria, sabem dos problemas e perigos do uso excessivo de agrotóxicos quando são utilizados dosagens muito superiores às recomendadas ou quando não se respeita o 'período de carência' entre a aplicação e a colheita. Nesse caso, os próprios produtores colocam em risco a sua saúde, a saúde de suas famílias e de consumidores. 


     Por fazer este vídeo, informando e denunciando o uso indiscriminado de agrotóxicos, Frei Gilvander teve a prisão decretada pelo juiz do município. Mas é claro, o interesse econômico e o lucro para estas empresas está acima da saúde das pessoas, até mesmo de crianças. Até quando empresas irão passar por cima da saúde de milhares de pessoas apenas para garantirem seus lucros? Até quando governantes serão coniventes com isso para garantirem seus financiamentos para campanhas eleitorais e serem eleitos? Está mais do que na hora de todos começarem a pensar em um futuro comum a toda humanidade e que beneficie a toda a raça humana!

Será mesmo que não há solução?

Será mesmo que não há solução?


     Desde há muito tempo problemas como acesso a água potável, fome e miséria assolam diversas regiões do planeta. Seriam problemas com soluções práticas e de certa forma, de fácil solução. Mas o que realmente interessa para aqueles que detém dinheiro e poder e que poderiam fazer algo para mudar muitos dos cenários existentes, é acumular mais dinheiro e poder sem se preocupar com aqueles que realmente necessitam. Será mesmo que não seria possível acabar com TODOS os problemas que temos hoje?

World’s 100 richest could end global poverty 4 times over

     Para quem ainda acha que não existem soluções para os diversos problemas no mundo, eis um excelente exemplo:



   Benito Muros conseguiu desenvolver uma lâmpada com uma vida útil extremamente longa, mas como isso acabaria com o faturamento/lucro das empresas fabricantes de lâmpadas vagabundas que não duram mais de 1000 horas, é claro que pode acontecer de tudo, até mesmo ameaças de morte. Mesmo Nikola Tesla, há 100 anos atrás foi alvo daqueles que não tem o menor interesse no avanço da humanidade de forma global. Quando trabalhou em um sistema de torres que poderiam captar e transmitir eletricidade de forma gratuita teve seu trabalho desacreditado e seu financiamento cortado por aqueles que se sentiram ameaçados pelo seu trabalho, ou seja, aqueles que obtinham lucro com a geração e comercialização de energia elétrica oriundas de outras fontes (petróleo). 

   Mas não é apenas em relação a energia elétrica ou lâmpadas que isso acontece. Praticamente TODOS nossos bens de consumo são planejados para  terem uma vida útil curtíssima para que sejam descartados e você compre um novo produto sem uma necessidade real. Para quem quiser saber mais, recomendo que assistam o documentário abaixo (A História Secreta da Obsolescência Programada): 





   Infelizmente, a única coisa que interessa no mundo é o dinheiro! Apenas quando as pessoas deixarem de se preocupar tanto com o TER e em si próprias e começarem a pensar mais no SER e na humanidade, é que talvez a raça humana possa ter alguma esperança de prosperar plenamente neste planeta.